Está em debate na capital federal uma proposta que talvez torne o nosso processo eleitoral muito mais moderno e dinâmico. O que se discute é a possibilidade dos eleitores jovens de 16 e 17 anos, isentos da obrigação de votar, poderem fazê-lo via internet.
Os defensores de tal proposta argumentam que somente assim o jovem se aproximaria mais da política, tornando-se mais participativo e interessado, uma vez que a grande maioria da juventude tem domínio e faz uso deste meio de comunicação (a internet) no seu cotidiano.
Sem sombra de dúvidas essa proposta é de interesse da juventude, pois nada pior que enfrentar aquelas enormes filas nos dias de eleição, entretanto, penso que o problema da apatia política não se resolveria desta maneira. Aproximar a política via internet, evitar as frustrações das filas, etc., nada disso adianta se a juventude não for politizada. O que quero dizer é que mesmo tendo toda comodidade para votar o jovem mesmo assim não o faria por não acreditar na política, por não enxergar a importância da mesma em sua vida. De nada adianta votar simplesmente por votar, é preciso saber a importância do voto, é preciso querer votar, e isso o jovem não quer. E não quer pelos mais óbvios motivos que não preciso nem mencionar, pois todo mundo já conhece.
Pela internet ou não, isso não interessa à grande maioria da juventude, arrisco a dizer que pra muitos melhor mesmo seria jamais ter a obrigação de votar. Entretanto, como li certa vez em um “bom livro”, que de tão bom, esqueci até o nome do autor, “a grande maldição dos que não se interessam por política é serem comandados por aqueles que se interessam”. Infelizmente é isso que acontece.
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