sábado, 12 de maio de 2012

Numa educação de qualidade está incluída a valorização dos educadores.


Um levantamento feito pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico, a OCDE, comprovou que na maioria das vezes os países com menos recursos naturais investem mais em educação do que os países ricos em recurso.  Parece até contraditório, mas isso acontece por que, quem não tem mais, ou nunca teve como explorar  a natureza e gerar  riquezas por meio dela, precisa investir em outro recurso gerador de riqueza,qual seja, as pessoas. Resumindo, A SOLUÇÃO É INVESTIR EM EDUCAÇÃO, mas, infelizmente os nossos governantes ainda não se deram conta disso. O pior de tudo é que, talvez, essa consciência de que a educação é a saída para desenvolver um país e que investir nas pessoas vale mito mais a pena do que explorar a natureza, só se construa após o esgotamento dos recursos naturais. Moral da história, o Brasil ainda vai demorar um bom tempo para começar a criar consciência de que as pessoas sim são a verdadeira riqueza de um lugar, pois nossos recursos naturais estão longe de se esgotarem. Mas, alguns guerreiros tentam, mesmo sob ameaças e muitas vezes sendo até chamados de “vagabundos” por alguns políticos de “paleio oco” ou  cidadãos ignaros a questão, mostrar que investir em educação é a solução para um futuro melhor.

Greve dos educadores em Porto Grande-AP

Infelizmente alguns cidadãos ainda não se deram conta da importância da educação para o desenvolvimento de um país, e cometem o infortúnio de chamar educadores que lutam por melhorias (que de certa forma também os beneficiaria), de “vagabundos”, Se você é um desses, me perdoe, mas, tenho que manifestar minha sincera reprovação por sua opinião: “vagabundos são aqueles que estão nos gabinetes das assembleias legislativas, ganhando por conta da ignorância do povo, com suas bundas confortavelmente assentadas, cercados por um séquito  de puxa-sacos descomprometidos com o mundo que não os circunda”.


sábado, 7 de abril de 2012

arte? pra que serve?


Pra que serve a arte? Qual sua finalidade?
Para essas perguntas já se produziu diversas respostas, algumas românticas, outras utilitaristas, outras até mesmo religiosas. E dependendo da perspectiva que são respondidas, as utilidade e finalidade da arte percorrem caminhos as vezes sublimes, as vezes insignificantes.
Não sou nenhum especialista em arte, mas, me considero artista e o contato permanente com a mesma, sem dúvida, me permite expressar opiniões a respeito, afinal de contas, de médico, filósofo e louco todo mundo tem um pouco.
Concordo com a ideia de que a arte é uma forma de amenizar a crueldade e a feiura da realidade, é através dela que somos capazes de suportar a vida, e isso vale pra toda e qualquer forma de arte e também para todo e qualquer sujeito, praticante ou “contemplante” da arte.
A obra de arte gira em torno da beleza, e a beleza se configura ou se “desfigura” de variadas maneiras para alcançar seus objetivos. Penso que, se o propósito da arte é a contemplação, a obra necessita de harmonia entre os traços, entre as cores, entre as notas, entre as expressões, etc. pois o sujeito que contempla procura a leveza nas coisas, procura a beleza harmônica que esteja de acordo com o seu estado de concentração, pois, contemplação exige concentração, portanto, a beleza aqui, reside na harmonia que a obra expressa.
Por outro lado, quando o propósito da arte não é contemplativo mas sim reflexivo, ou seja, provocar  a reflexão sobre algo ou para algo, a obra deixa de lado a harmonia e usa a “desarmonia, a desfiguração”, a feiura, para alcançar o belo. A beleza da obra nesta perspectiva, reside na estranheza, no susto, na desconcentração do sujeito.
Assim sendo, podemos dizer que a arte serve para nos proteger da cruel realidade que preferimos não ver, e tem como finalidade alcançar a beleza, sendo que a beleza pode se configurar ou se “desfigurar” na obra de arte provocando respectivamente a contemplação ou a reflexão.
O certo é que se tirarmos dos olhos as escamas cultural e artística que se interpõem entre o sujeito e a realidade, a crueza da segunda certamente nos enlouqueceria e a vida não passaria de um tormento.
(Iderley Lima)

terça-feira, 13 de março de 2012

A estranha mania de invejar.

Já percebeu que há pessoas que “vivem querendo viver” a vida dos outros, querendo as coisas dos outros e até mesmo ser os outros. Se você é assim cuidado, isso pode ser um sinal de que você é um grande fracasso e precisa de um chute bem forte no traseiro para deixar de ser infantil.

 Por que a vida nunca é melhor que a deles? Porque a sorte sempre está de bem com eles e de mal comigo? Todos já nos fizemos estas perguntas em algum momento de crise existencial, ou depressão, ou, sei lá do que queiram chamar. Pura besteira pensar que a vida dos outros é melhor que a nossa. Só pensamos assim por que conhecemos a nossa vida de perto, a final de contas, é a nossa vida, estamos vivendo-a, a dos outros estamos apenas vendo-a, viver e ver são verbos completamente diferentes.

Na infância é comum sentir inveja quando um coleguinha tem um brinquedo melhor que o seu ou tem e você não tem, etc... esse tipo de coisa que, as vezes levam as crianças a quebrarem os brinquedos dos amiguinhos, ou furtarem as coisinhas das outras. Entretanto, isso é um comportamento infantil e pode ser tolerado, mas, reproduzir isso na vida adulta é problemático. A inveja sempre existiu e sempre vai existir, o problema é como nós sentimos essa inveja.

Não há problema em almejar chegar aonde outros chegaram, o que não podemos é desejar o lugar dos outros a ponto de tentar prejudicá-los. O topo das montanhas é sempre menor, mas por menor que seja ainda há espaço para quem souber escalar. Por isso, pare de ficar ai “secando” a conquista dos outros e comece a correr atrás das suas, pois sua vida é (_______) tanto quando a dos outros.

Obs.: preencha o espaço entre parênteses com o adjetivo que melhor define sua vida.

Iderley lima

sábado, 10 de março de 2012

O chorão de hoje é o "teta" de amanhã.


Chega, chega, chega....... não aguento mais, “p. q. p.”.
Estou farto desse discurso lúgubre, dessa lamentação constante: o governo não apoia..., o governo não faz..., o governo não incentiva..., o governo isso..., o governo aquilo..., etc.
Entendo perfeitamente a importância do Estado e do governo para a organização e desenvolvimento de uma sociedade e também sei de seu descompromisso e deficiência, isso “todo mundo sabe”, mas, não podemos atribuir toda a responsabilidade  dos problemas que nos afetam ao governo. Por exemplo, o indivíduo que não limpa o seu quintal, adoece de dengue e culpa o governo por isso, deveria levar um “cascudo”, isso sim.  Outro que não acompanha os filhos na escola, não dá a mínima pra educação dos mesmos e no final do ano quando os ficam reprovados, reclama que o governo é o culpado porque não investe em educação, deveria é tomar vergonha na cara, pois a educação compete também aos pais.
Não estou defendendo o governo e nem dizendo que não devemos reclamar, devemos reclamar sim, mas, há coisas que não podemos esperar pela boa vontade dos governantes. Arte e cultura, por exemplo, são coisas que não só podem  como devem caminhar independentes do Estado, e é até melhor que assim seja, pois o Estado sempre quis limitar a expressão artística a seus padrões.
O problema é que lamentar o governo virou ladainha de campanha. O que se percebe em todo discurso que lamenta a falta de incentivo, apoio, etc.... é que nas entrelinhas da fala, subjaz o interesse financeiro. O que a maioria quer é ser beneficiado individualmente pela máquina publica.
Como diz o ditado “ quem não chora não mama”. Mas atentem-se, pois muitos que hoje choram  já estiveram lá, “mamando” por muito tempo nas “tetas” do governo, e querem mamar novamente, por isso choram e atiram pedra....... “CUIDADO  com esses líderes chorões, eles choram de saudade dos tempos de teta”, e nunca esqueçam que o povo tem o governo que merece... quem mandou não saber escolher.... também pudera, não esta escrito na testa “ eu sou bonzinho”.
Iderley lima.

quarta-feira, 7 de março de 2012

A poesia do fingidor

Eu finjo que sou;
Finjo que vou;
Finjo que estou.
Finjo que sou eu mesmo;
Finjo que quero;
que espero, que não quero.
Como disse o poeta, eu sou um "fingidor",
Eu finjo "a dor que deveras sinto", eu minto.
Eu minto porquê sinto que sou uma mentira.
Somos todos uma grande mentira;
uma gostosa mentira que se arranha nas entranhas da vida;
vida que atira em nós, os nós na garganta que temos por fingir.

Iderley Lima

Democracia Online


Está em debate na capital federal uma proposta que talvez torne o nosso processo eleitoral muito mais moderno e dinâmico. O que se discute é a possibilidade dos eleitores jovens de 16 e 17 anos, isentos da obrigação de votar, poderem fazê-lo via internet.
Os defensores de tal proposta argumentam que somente assim o jovem se aproximaria mais da política, tornando-se mais participativo e interessado, uma vez que a grande maioria da juventude tem domínio e faz uso deste meio de comunicação (a internet) no seu cotidiano.
Sem sombra de dúvidas essa proposta é de interesse da juventude, pois nada pior que enfrentar aquelas enormes filas nos dias de eleição, entretanto, penso que o problema da apatia política não se resolveria desta maneira. Aproximar a política via internet, evitar as frustrações das filas, etc., nada disso adianta se a juventude não for politizada. O que quero dizer é que mesmo tendo toda comodidade para votar o jovem mesmo assim não o faria por não acreditar na política, por não enxergar a importância da mesma em sua vida. De nada adianta votar simplesmente por votar, é preciso saber a importância do voto, é preciso querer votar, e isso o jovem não quer. E não quer pelos mais óbvios motivos que não preciso nem mencionar, pois todo mundo já conhece.
Pela internet ou não, isso não interessa à grande maioria da juventude, arrisco a dizer que pra muitos melhor mesmo seria jamais ter a obrigação de votar. Entretanto, como li certa vez em um “bom livro”, que de tão bom, esqueci até o nome do autor, “a grande maldição dos que não se interessam por política é serem comandados por aqueles que se interessam”. Infelizmente é isso que acontece.

terça-feira, 6 de março de 2012

ARTE E REVOLUÇÃO

Inevitavelmente estamos condenados a viver nossa época. Queiramos ou não, somos determinados historicamente e por mais extemporâneos que sejamos, nosso pensamento e nossa expressão, carregará sempre elementos de nossa época, de nossa realidade, de nossa cultura.

Nós, seres humanos, ao longo da história temos manifestado de diversas maneiras o nosso pensamento a respeito das coisas do mundo que nos circunda e muito dessas manifestação se deram e se dão por meio da expressão artística. Expressar sentimento, revelar segredos, ousar. Tudo isso faz parte do universo de intenções de um artista. Sujeito este que sempre teve e sempre terá um papel primordial para a sociedade, pois é sempre na arte que se pode perceber as idiossincrasias de uma determinada época e também prever futuras modificações na estrutura social e cultural de um povo.

Certa vez afirmou Nietzsche que “a cultura de um povo só avança em tempos de conturbação”. A meu ver, o que este sábio maluco queria dizer é que a revolução constitui-se no ponto máximo onde toda a potência cultural de um povo se vê diante de um novo rumo, de uma possibilidade de melhoramento em todos os aspectos. Portanto, é inegável que muito do que se tem de mais expressivo no mundo das artes tenha sido criado em momentos de revolução. Isso só mostra que o artista, quer queira ou não, tem um papel social importantíssimo, mesmo quando não tenha a intenção revolucionária. Segundo Ernest Ficher, “mesmo o mais subjetivos dos artistas trabalha em favor da sociedade, ... pois capacita o homem a compreender a realidade e a suportá-la” , isso significa dizer que o artista ao procurar a beleza acaba encontrando os caminhos pelos quais pode-se vislumbrar novas possibilidades de entendimento e por que não, mudanças.

Por fim, negar o papel revolucionário do artista é negar-lhe a historicidade e a condição de ser humano.

por Iderley lima.