terça-feira, 13 de março de 2012

A estranha mania de invejar.

Já percebeu que há pessoas que “vivem querendo viver” a vida dos outros, querendo as coisas dos outros e até mesmo ser os outros. Se você é assim cuidado, isso pode ser um sinal de que você é um grande fracasso e precisa de um chute bem forte no traseiro para deixar de ser infantil.

 Por que a vida nunca é melhor que a deles? Porque a sorte sempre está de bem com eles e de mal comigo? Todos já nos fizemos estas perguntas em algum momento de crise existencial, ou depressão, ou, sei lá do que queiram chamar. Pura besteira pensar que a vida dos outros é melhor que a nossa. Só pensamos assim por que conhecemos a nossa vida de perto, a final de contas, é a nossa vida, estamos vivendo-a, a dos outros estamos apenas vendo-a, viver e ver são verbos completamente diferentes.

Na infância é comum sentir inveja quando um coleguinha tem um brinquedo melhor que o seu ou tem e você não tem, etc... esse tipo de coisa que, as vezes levam as crianças a quebrarem os brinquedos dos amiguinhos, ou furtarem as coisinhas das outras. Entretanto, isso é um comportamento infantil e pode ser tolerado, mas, reproduzir isso na vida adulta é problemático. A inveja sempre existiu e sempre vai existir, o problema é como nós sentimos essa inveja.

Não há problema em almejar chegar aonde outros chegaram, o que não podemos é desejar o lugar dos outros a ponto de tentar prejudicá-los. O topo das montanhas é sempre menor, mas por menor que seja ainda há espaço para quem souber escalar. Por isso, pare de ficar ai “secando” a conquista dos outros e comece a correr atrás das suas, pois sua vida é (_______) tanto quando a dos outros.

Obs.: preencha o espaço entre parênteses com o adjetivo que melhor define sua vida.

Iderley lima

sábado, 10 de março de 2012

O chorão de hoje é o "teta" de amanhã.


Chega, chega, chega....... não aguento mais, “p. q. p.”.
Estou farto desse discurso lúgubre, dessa lamentação constante: o governo não apoia..., o governo não faz..., o governo não incentiva..., o governo isso..., o governo aquilo..., etc.
Entendo perfeitamente a importância do Estado e do governo para a organização e desenvolvimento de uma sociedade e também sei de seu descompromisso e deficiência, isso “todo mundo sabe”, mas, não podemos atribuir toda a responsabilidade  dos problemas que nos afetam ao governo. Por exemplo, o indivíduo que não limpa o seu quintal, adoece de dengue e culpa o governo por isso, deveria levar um “cascudo”, isso sim.  Outro que não acompanha os filhos na escola, não dá a mínima pra educação dos mesmos e no final do ano quando os ficam reprovados, reclama que o governo é o culpado porque não investe em educação, deveria é tomar vergonha na cara, pois a educação compete também aos pais.
Não estou defendendo o governo e nem dizendo que não devemos reclamar, devemos reclamar sim, mas, há coisas que não podemos esperar pela boa vontade dos governantes. Arte e cultura, por exemplo, são coisas que não só podem  como devem caminhar independentes do Estado, e é até melhor que assim seja, pois o Estado sempre quis limitar a expressão artística a seus padrões.
O problema é que lamentar o governo virou ladainha de campanha. O que se percebe em todo discurso que lamenta a falta de incentivo, apoio, etc.... é que nas entrelinhas da fala, subjaz o interesse financeiro. O que a maioria quer é ser beneficiado individualmente pela máquina publica.
Como diz o ditado “ quem não chora não mama”. Mas atentem-se, pois muitos que hoje choram  já estiveram lá, “mamando” por muito tempo nas “tetas” do governo, e querem mamar novamente, por isso choram e atiram pedra....... “CUIDADO  com esses líderes chorões, eles choram de saudade dos tempos de teta”, e nunca esqueçam que o povo tem o governo que merece... quem mandou não saber escolher.... também pudera, não esta escrito na testa “ eu sou bonzinho”.
Iderley lima.

quarta-feira, 7 de março de 2012

A poesia do fingidor

Eu finjo que sou;
Finjo que vou;
Finjo que estou.
Finjo que sou eu mesmo;
Finjo que quero;
que espero, que não quero.
Como disse o poeta, eu sou um "fingidor",
Eu finjo "a dor que deveras sinto", eu minto.
Eu minto porquê sinto que sou uma mentira.
Somos todos uma grande mentira;
uma gostosa mentira que se arranha nas entranhas da vida;
vida que atira em nós, os nós na garganta que temos por fingir.

Iderley Lima

Democracia Online


Está em debate na capital federal uma proposta que talvez torne o nosso processo eleitoral muito mais moderno e dinâmico. O que se discute é a possibilidade dos eleitores jovens de 16 e 17 anos, isentos da obrigação de votar, poderem fazê-lo via internet.
Os defensores de tal proposta argumentam que somente assim o jovem se aproximaria mais da política, tornando-se mais participativo e interessado, uma vez que a grande maioria da juventude tem domínio e faz uso deste meio de comunicação (a internet) no seu cotidiano.
Sem sombra de dúvidas essa proposta é de interesse da juventude, pois nada pior que enfrentar aquelas enormes filas nos dias de eleição, entretanto, penso que o problema da apatia política não se resolveria desta maneira. Aproximar a política via internet, evitar as frustrações das filas, etc., nada disso adianta se a juventude não for politizada. O que quero dizer é que mesmo tendo toda comodidade para votar o jovem mesmo assim não o faria por não acreditar na política, por não enxergar a importância da mesma em sua vida. De nada adianta votar simplesmente por votar, é preciso saber a importância do voto, é preciso querer votar, e isso o jovem não quer. E não quer pelos mais óbvios motivos que não preciso nem mencionar, pois todo mundo já conhece.
Pela internet ou não, isso não interessa à grande maioria da juventude, arrisco a dizer que pra muitos melhor mesmo seria jamais ter a obrigação de votar. Entretanto, como li certa vez em um “bom livro”, que de tão bom, esqueci até o nome do autor, “a grande maldição dos que não se interessam por política é serem comandados por aqueles que se interessam”. Infelizmente é isso que acontece.

terça-feira, 6 de março de 2012

ARTE E REVOLUÇÃO

Inevitavelmente estamos condenados a viver nossa época. Queiramos ou não, somos determinados historicamente e por mais extemporâneos que sejamos, nosso pensamento e nossa expressão, carregará sempre elementos de nossa época, de nossa realidade, de nossa cultura.

Nós, seres humanos, ao longo da história temos manifestado de diversas maneiras o nosso pensamento a respeito das coisas do mundo que nos circunda e muito dessas manifestação se deram e se dão por meio da expressão artística. Expressar sentimento, revelar segredos, ousar. Tudo isso faz parte do universo de intenções de um artista. Sujeito este que sempre teve e sempre terá um papel primordial para a sociedade, pois é sempre na arte que se pode perceber as idiossincrasias de uma determinada época e também prever futuras modificações na estrutura social e cultural de um povo.

Certa vez afirmou Nietzsche que “a cultura de um povo só avança em tempos de conturbação”. A meu ver, o que este sábio maluco queria dizer é que a revolução constitui-se no ponto máximo onde toda a potência cultural de um povo se vê diante de um novo rumo, de uma possibilidade de melhoramento em todos os aspectos. Portanto, é inegável que muito do que se tem de mais expressivo no mundo das artes tenha sido criado em momentos de revolução. Isso só mostra que o artista, quer queira ou não, tem um papel social importantíssimo, mesmo quando não tenha a intenção revolucionária. Segundo Ernest Ficher, “mesmo o mais subjetivos dos artistas trabalha em favor da sociedade, ... pois capacita o homem a compreender a realidade e a suportá-la” , isso significa dizer que o artista ao procurar a beleza acaba encontrando os caminhos pelos quais pode-se vislumbrar novas possibilidades de entendimento e por que não, mudanças.

Por fim, negar o papel revolucionário do artista é negar-lhe a historicidade e a condição de ser humano.

por Iderley lima.