sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Olho por olho, dente por dente.

                          
Um dos primeiros códigos de leis escritas que se teve notícias na história, foi o código do rei Hamurabi que promulgava a lei de Talião, conhecida popularmente como a lei do, “olho por olho, dente por dente”. Esta lei punia com severidade e na mesma proporção os crimes, ou seja, o Estado pagava na “mesma moeda” os prejuízos causados pelos contraventores.
Sem dúvida o código de Hamurabi foi a lei mais severa que já existiu e para muitos, também a mais justa, uma vez que justiça tem de ver com igualdade.
Depois de séculos de revoluções e conquistas, a humanidade afasta-se cada vez mais destas tenebrosas leis e se abre ao mavioso estado democrático de direito, onde o homem, independente de seus atos, possui um valor humano, possui direitos humanos universais que lhe são inerentes e que o protegem de certas atrocidades. Por conseguinte, o temor à lei é amenizado e o cumprimento da mesma fica a critério da consciência de cada um, isto é, o que deveria representar uma vontade coletiva, ou mesmo um temor coletivo é reduzido a mera opção individual. Muitos não concordam, mas, se tirarmos todo o indumentário ideológico, ético, moral e filosófico que as questões a respeito da obediência à lei trazem, restará apenas uma óbvia inferência,qual seja, o ser humano obedece à lei pura e simplesmente por medo da punição e não por consciência de que é conveniente a todos obedecê-la.
Engana-se enormemente quem pensa que a lei de Talião não existe mais, pois ela se faz muito presente no cotidiano, por exemplo, quem nunca ouviu falar de um estuprador que depois de preso também foi estuprado; de alguém que matou e também foi morto na cadeia; de alguém que atropelou uma pessoa no trânsito e foi linchado ou teve seu veículo depredado. A única diferença daquele remoto tempo para hoje é que lá tudo isso era previsto em lei, era legal, fazia parte da jurisdição do Estado, hoje tudo isso é ilegal, e contrário aos direitos humanos, porém, não deixa de ser uma lei não jurídica que insiste em acontecer por conta da deficiência de nossa justiça.
Alguns pensam que tal deficiência se resolveria com puniçõe mais severas como a morte ou a prisão perpétua, porém, o problema não está exclusivamente nas punições mas sim em não conseguir aplicar as punições existentes, simplificando, aqui infelizmente o principio da isonomia (imparcialidade da lei) não funciona, não somos iguais perante a lei.
Por isso a descrença na justiça faz com que alguns se tornem justiceiros populares, pois se o Estado não promove a justiça o povo a promove de sua maneira.
 Iderley lima.

Nossa triste evolução, nosso triste fim.


 (comentário a respeito da história das civilizações)
A quanto anda nossa evolução? Será que ainda falta muito para atingirmos o clímax evolutivo? Que será seremos daqui a uns milhões de anos?. Perguntas como estas pressupõem que somos realmente evoluídos, ou melhor, que estamos em processo de evolução contínua.
Nós, seres evoluídos biologicamente e também culturalmente, pensamos que somos o que de melhor a natureza e a cultura já criaram, porém, somos mais prejudiciais  ao universo do que um buraco negro que tudo suga para um vazio kósmico. Somos nossa maior desgraça, usamos nossa inteligência para acabar com o que tínhamos de melhor, nossa sabedoria natural, nossa selvagem inteligência, que ainda hoje, em longínquos torrões verdes,  com certa dificuldade, é possível encontrar e comprovar sua grande superioridade  em relação a nossa “civilidade”. Aliás eu pergunto: o que é ser civilizado? Será que ser civilizado é compreender que  somos parte da natureza e que não temos o direito de destruí-la, será que ser civilizado é obedecer as regras sociais sem a necessidade da imposição das leis escritas e a repressão jurídica. Será que ser civilizado é pensar além do próprio tempo e da própria existência e querer contribuir com a vida das futuras gerações. Se essas forem algumas  das características  definidoras do que seja civilização, eu sinto em dizer, mas, infelizmente ainda estamos longe demais de sermos considerados civilizados. Talvez nossa civilidade se restrinja apenas ao fato de vivermos em cidades e nada mais que isso.
Não percebemos, mas estamos trilhando nossa evolução no sentido contrário. Evoluir significa transformar-se em algo melhor do que se é, e o que temos observado é que a cada dia nós nos tornamos piores, piores do que já somos. Nós, seres humanos civilizados, criamos conceitos que designam a nós mesmos como sendo superiores, e jamais estaremos em outro lugar senão no topo de toda e qualquer escala que se proponha medir a evolução. Por isso, olhamos com desdém aos nossos antepassados, e até mesmo aos humanos que resistem em não trilhar os estúpidos caminhos estipulados por essa nossa “civilização”, então os julgamos como seres retrógrados que se opõem ao inevitável. Estou me referindo as poucas tribos mundo a fora, que ainda não sucumbiram diante da “civilidade” branca. Talvez ainda resistam pela necessidade de, quem sabe, nos mostrar, que ser civilizado não significa nada do que pensamos ser.
Obviamente não estou querendo que todos abandonemos nossa “bela vida civilizada” e voltemos a viver nas cavernas. Seria patético de minha parte pensar em uma hipótese absurda assim. Não quero propor sugestões, muito menos salvar o mundo, pois penso que os trilhos já estão direcionados e é inevitável não percorrer sobre os mesmos. Que cheguemos ao fim, mas cheguemos conscientes dos grandes montes de esterco que fizemos no decorres de nossa ínfima história, que um dia chamaram história das civilizações.
 Iderley Lima

O blá, blá, blá da política.


O blá, blá, blá, da política!!!
A “conversa fiada dos políticos” tem irritado a muito tempo, as aurículas do povo. Conhecida também como “papo furado’, esta prática se intensifica nos períodos eleitorais onde os candidatos e seu séquito de cabos eleitorais disseminam gratuitamente mentiras, promessas falsas e outros diabinhos que só aparecem em tais circunstâncias, uma verdadeira “verborréia”, que para aqueles que tem ouvido de pinico, soa até interessante.
Parece até chavão de realyt show, mas, este “blá, blá, blá, faz parte” do processo político e da vida dos parlamentares. A política foi inventada por nós seres humanos para que pudéssemos deliberar o que é melhor para a polis (cidade) de maneira racional, com base nos argumentos, sem a necessidade do uso da força física ou da suposta intervenção dos poderes sobrenaturais, ou seja, usamos a palavra para decidir, e isso é bem melhor do que uma espada ou as previsões obscuras de um oráculo, não acham?
A própria palavra parlamento se origina do verbo francês “parler”, que significa falar, portanto, não por acaso, o trabalho de um parlamentar é falar, e aquele que fala mais bonito, convence melhor e consequentemente engana melhor o povo.
A nós eleitores, preparemos os ouvidos, pois o ápice do blá,blá,blá chega com as eleições, aos candidatos ao parlamento, que usem o poder da fala em favor do verdadeiro sentido da política e não como uma arma que dispara mentiras e míngua a credibilidade do processo democrático, respeitem por favor as  aurículas do povo.
Por: Iderley lima